sexta-feira, 21 de novembro de 2008

No Embarque.

Conheceram-se no aeroporto na sala de embarque. Dizem que as pessoas se atraem pelo cheiro das outras mesmo que não sintam. Verdade ou não, o fato é que realmente o perfume dela era muito bom. Isso com certeza chamou a atenção dela quando ela sentou do lado dela. Felizmente o vôo deveria sair no horário e a espera não seria grande. Moravam na mesma cidade, coincidentemente quase no mesmo bairro. Como não tinham quem as buscasse no aeroporto combinaram pegar o mesmo táxi e rachar a despesa. Não seria mal algum. Para uma delas seria sim um grande prazer.

Os minutos se passaram e as pessoas passaram a se aglomerar na sala de embarque. Nem sinal da abertura dos portões, nem avião, nem um aviso de atraso. Ouviu-se dizer que o tempo em Porto Alegre estava bastante encoberto e ruim. Ouviu se dizer também que um vôo no dia anterior havia retornado devido ao mau tempo. Ali o final da tarde era lindo em comparação com o tempo que as poderia estar esperando em Porto Alegre. Como nada acontecia bateu uma sede e uma fome. Próximo da sala de embarque havia um café e se sentaram ali para bebericar algo. A conversa fluía e Camila começava a desejar Andréia. Falavam sobre tudo: trabalho, gostos, amor. Camila começava a pensar em sexo. Pensava em música também. Pensava no corpo de Andréia, em como deveria ser lindo e imaginava também o desenho de seus seios.

Finalmente houve a chamada. Levantaram-se e foram em direção ao portão. Despediam-se combinando se encontrar novamente no salão de desembarque em Porto Alegre. Camila se sentou e quando viu Andréia estava poucos bancos à frente. Riram. Estavam bastante próximas da mesma forma que haviam estado próximas na sala de embarque quando ainda eram estranhas, da mesma forma que estavam próximas enquanto tomavam um café. O sujeito ao lado de Camila disse que poderia trocar de lugar com a amiga dela se ela quisesse. Camila ficou radiante enquanto chamava Andréia. Agradeceu de coração aquele sujeito simpático.

O avião decolou e Camila e Andréia estavam lado a lado. Andréia bastante cansada acabou por cochilar. Camila tomava notas em seu bloquinho.

Ao chegarem Camila sugeriu jantarem em algum lugar. Andeia ainda cansada declinou o convite, mas, pensando melhor, disse que poderia fazer uma massa em sua casa. Gostava de cozinhar e preferia ficar em casa naquela noite.

Malas em suas respectivas casas, banho tomado, Camila desce até o endereço de Andréia. Das escadas já sentia o cheiro agridoce da comida sendo preparada. Na mesa uma garrafa de vinho e duas taças.

O encontro parecia mágico. Camila não podia deixar de notar os detalhes da casa de Andréia que tanto revelavam sobre sua pessoa. Enquanto ela falava, Camila percorria suas prateleiras de livros e suas estantes de CD’s pensando que espécie de pessoa era aquela que conciliava Maria Callas com Nirvana.

As visitas se tornariam freqüentes a partir daquele momento. Entre elas cresceria o desejo e o amor.

2 comentários:

Marcia Paula disse...

:)Un bacio,doutora!

Divagações de um sapa alencarina disse...

Adorei seu blog! é de muito bom gosto.
Agora respondendo a pergunta que vc me fez, alencarina é um adjetivo carinhosamente criado (não por mim, minha criatividade ainda não chega a tanto)para designar pessoas, coisas e tudo o mais que venha a ser da santa terrinha de José de Alencar, ou seja, o meu Ceará.rsrs... Espero ter respondido bem a sua pergunta e obrigada pelo comentário. Á propósito, já começei a postar, lê lá e me diz o que achou, ok?!
Bjs.
Uy Silva.